sexta-feira, 4 de abril de 2008

Praias desertas atraem turistas em Florianópolis


Praias da Solidão e do Saquinho são opções para quem quer evitar multidão.
Na região, 20 famílias vivem isoladas, sem energia elétrica.

Agência Globo

O Sul de Florianópolis oferece aos turistas um roteiro fora do tradicional, com praias isoladas que agradam a quem gosta de lugares rústicos. Nessas comunidades isoladas de Santa Catarina, além das belezas naturais, chama a atenção a falta dos confortos da vida moderna.

A Praia da Solidão é considerada uma das mais retiradas e escondidas da ilha de Santa Catarina, e por isso recebeu esse nome. Em seus 850 metros de areia, é difícil encontrar alguém.

Encostas cobertas pela Mata Atlântica formam um paredão. Areia e mar fazem do lugar um refúgio para quem procura sossego. “Não tem aquela multidão, você pode olhar o mar”, aprova a turista Andréia Zacot.

Nas encostas, uma trilha que tem uma vista privilegiada dá acesso à Praia do Saquinho. A caminhada dura cerca de 40 minutos, e tem o caminho todo pavimentado. Em uma parada na primeira vista panorâmica, é possível ver a Praia da Solidão e o Pântano do Sul.

Com um pouco mais de caminhada, chega-se ao mirante. “É chamado ‘mirante dos Golfinhos’, porque às vezes a gente encontra alguns. Em setembro e outubro, passa a ser chamado ‘mirante das baleias’, porque geralmente é possível encontrar baleias passando por aqui”, explica o guia turístico Sérgio Machado.

A Praia do Saquinho, destino final da trilha, tem esse nome por causa de seu formato. A orla tem uma faixa de areia pequena e muitas pedras.

A curiosidade da região fica por conta de cerca de 20 famílias que vivem isoladas, sem energia elétrica. Uma espécie de lampião a gás ilumina o ambiente como nos séculos passados. Mas no chuveiro não falta água quente, graças a um sistema de aquecimento a gás.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Foz do Iguaçu lança promoção para atrair turista


Quem comprar pacote de hospedagem de quadro diárias levará quinto dia de graça.

Objetivo é aumentar movimento em 20% entre os meses de abril e junho.

Agência Globo

Com o objetivo de aumentar em 20% o movimento de turistas em Foz do Iguaçu (PR) entre abril e junho (considerados meses de baixa temporada) e aumentar o tempo de permanência dos visitantes, foi lançada a campanha "Temporada Boa". Segundo o Governo estadual, a promoção garante que o turista que comprar um pacote de hospedagem de quadro diárias levará o quinto dia de graça.

A ação promocional foi apresentada e será válida até junho, com exceção dos feriados prolongados.

“Pretendemos despertar o interesse dos turistas em conhecer Foz do Iguaçu durante todos os meses do ano, e não só na alta temporada”, afirmou o secretário municipal de Turismo de Foz do Iguaçu, Felipe Gonzalez. De acordo com ele, o estímulo será sustentado pela promoção da quinta diária grátis, inclusa no pacote de quatro dias de reservas em qualquer hotel, desde que o estabelecimento participe da campanha.

A campanha é uma parceria entre o Instituto de Promoções Turísticas do Iguaçu (ICVB), Itaipu Binacional, Prefeitura de Foz do Iguaçu, Associação Brasileira da Indústria Hoteleira no Paraná (ABIH-PR) e Sindicato de Hotéis de Foz do Iguaçu (SindHotéis), com apoio do Conselho Municipal de Turismo - Comtur.

sábado, 29 de março de 2008

Prepare-se para a festa em Cancún


Agência Estado

Belas praias e agito resumem a superstar mexicana, remodelada depois da passagem do furacão Wilma

Passa pouco das 13 horas de terça-feira, uma terça-feira ensolarada como se espera que sejam todos os dias em um lugar que parece existir para servir de moldura a rostos felizes em fotos de férias perfeitas. O azul caribenho e o ritmo de feriado eterno confirmam o estereótipo. Mas falta algo para a superstar mexicana ser um típico destino de praia. Pode ser a faixa de areia, artigo de luxo na Cancún atual. Ou um pouco de natureza, já que a costa é ocupada por uma gigante fila de hotéis e resorts. Superurbana.

Completamente remodelada menos de três anos depois da passagem do furacão Wilma, a área turística - uma ilha com o formato de 7, separada do continente pela Lagoa Nichupté - surge repleta de novidades. ''Tudo isso ficou como se tivesse sido batido em um liquidificador'', conta a relações-públicas do Convention & Visitors Bureau local, Erandeni Abundis. Dos prédios, restou a carcaça. E, nas praias, as ondas.

Foram investidos US$ 30 milhões só para recompor um pouco da faixa de areia e para construir barreiras de contenção que evitam que o mar leve o que agora é uma preciosidade praticamente privatizada pelos hotéis. Pela lei, as praias são públicas. Mas, na prática, há apenas seis acessos ao mar para quem não está hospedado na orla. Um é a Praia Delfines, conhecida como Praia do Mirante, no começo da avenida dos hotéis.

REDESCOBERTA
Metade dos turistas que a cidade recebia antes do Wilma já voltou - no ano passado, 3 milhões visitaram Cancún. Os americanos, que não precisam de visto para ir ao México, são os principais freqüentadores. Na primeira semana de março, por exemplo, o balneário parecia um filme de sessão da tarde. Hordas de estudantes iam de um lado para o outro, aproveitando a folga do spring break.
Apesar do grande número de adolescentes nas ruas, as autoridades garantem que os springbreakers correspondem a menos de 1% dos visitantes. ''São poucos, mas fazem barulho. Por isso parecem muitos'', diz Erandeni, do Convention Bureau. Não quer topar com os garotos? Evite os hotéis all-inclusive, os preferidos deles, por causa das refeições incluídas.

HERANÇA MAIA
Apesar de as cadeias de fast food e as lojas americanas serem onipresentes, Cancún se esforça para resgatar a herança maia. O povo habitava toda a Península de Yucatán quando os espanhóis chegaram, em 1508. Em tempo: os maias não foram extintos - descendentes estão entre os trabalhadores locais.
Criada há 38 anos, Cancún (''ninho da serpente'', em maia) foi desde o início projetada para ser um superdestino turístico. Mas a cidade não deixa de ter relíquias, como as ruínas El Rey, que teriam sido uma hospedaria. O local está aberto das 8 às 17 horas, com entrada a 35 pesos (R$ 5,52).

Uma opção para ver as feições maias é se aventurar pelo centro. Ali, a surpresa: uma cidade real, com ruas bonitas e feias, mercados populares e hora do rush, bem diferente do mundo colorido e brilhante dos hotéis. Vá de ônibus (6,50 pesos ou R$ 1,03) ou de táxi. Neste caso, negocie antes - o taxímetro simplesmente não existe.

... E CINCO PARA NÃO IR
Tirar visto para o México (exigidos dos brasileiros desde outubro de 2005) é um transtorno. No consulado do país em São Paulo, são atendidas 150 pessoas por dia, sem agendamento, o que obriga os interessados a entrar na fila de madrugada. A falta de cordialidade também é notável
Não existe silêncio em Cancún. Há sempre música no ar: nos shoppings, na área de lazer dos hotéis, nas baladas. Nem que o ruído seja trazido pelo vento

O trânsito é caótico, principalmente no fim da tarde. No Boulevard Kukulcán, a principal avenida da área hoteleira, o congestionamento ganha ares dramáticos porque não existem rotas de fuga

Há filas na porta das baladas, nas lojas mais movimentadas e em alguns restaurantes
Preservar a natureza não é o forte por lá

CINCO MOTIVOS PARA IR...
O Mar do Caribe pode ser visto de praticamente qualquer ponto da área turística de Cancún, graças à geografia local

Comprar é mesmo vantajoso na cidade. Dá para gastar sem (muita) pena, porque o real está valorizado em relação ao peso e não são cobradas taxas aduaneiras, o que reduz os preços

Há restaurantes de todas as nacionalidades possíveis. Até uma churrascaria brasileira. Além de ótimas opções para quem quer se esbaldar com guacamole

Os horários acompanham o ritmo dos turistas. Pode-se dormir até tarde depois da balada porque a maioria dos hotéis estende o café até meio-dia. O comércio fecha às 22 horas

Americanos são maioria entre os visitantes que circulam pela cidade. Mas há gente do mundo todo para conhecer